Case Study — 2026
Tutory: site
Com a marca nova aprovada, o site institucional saiu do WordPress para um monorepo em Astro: 14 páginas, no ar em 63 dias, Lighthouse 100 e pronto para ser lido e citado por IAs. Design e código por uma pessoa.
- Cliente
- Tutory · EdTech, Brasília
- Período
- Abr — Out 2026
- Papel
- Design engineer, solo
- Frentes
- Site · Migração · SEO/GEO · Conteúdo
- Entrega
- No ar desde 18 jun 2026

Depois do rebranding, faltava o lugar onde a marca mais aparece: o site. O de 2025 rodava em WordPress com Elementor e falava de features. O time comercial contava outra história nas calls, a de um ecossistema com três produtos, milhares de mentores, um podcast e um evento próprio.
Meu trabalho foi construir esse site do zero em Astro, migrar tudo do WordPress sem perder uma URL, tratar performance e acessibilidade como feature e preparar cada página para ser lida por pessoas e por IAs. Design e código saíram das mesmas mãos, com o cliente decidindo a cada etapa.
O que eu fiz
01 — O gap
Quem chegava, via uma ferramenta.
O site de 2025 abria com uma tabela comparativa, um botão laranja de "conheça os planos" e a promessa de ser "a melhor plataforma do mercado para coaches". Rodava em WordPress com Elementor, sobre PHP 7.4, e carregava um item de menu em 404, uma página de rascunho exposta na navegação, UTMs fixas no código e spam injetado no servidor.
Antes de desenhar, mapeei o site antigo página a página e transcrevi calls de vendas reais. O contraste virou o terceiro slide do deck de marca: o problema nunca foi o produto. A Tutory cresceu além do que a marca conseguia transmitir.

02 — O site
Um site à altura do ecossistema
Com a marca aprovada, o site começou em 16 de abril e foi ao ar em 18 de junho: 63 dias, 14 páginas, um monorepo em Astro com ilhas React só onde há movimento. A home conta a história do ecossistema em sequência: hero com um anel 3D de cartões sobre a foto do casal, uma frase que se revela palavra a palavra ao rolar, os números, o gráfico de crescimento e três blocos de produto que trocam como cortinas.
Por baixo, o trabalho invisível: 301 de cada URL do WordPress, Consent Mode v2 com tudo negado por padrão (LGPD), tag manager só no domínio de produção, CTAs ligados ao Typebot que alimenta o CRM e um modal de agendamento com dez gatilhos. Nenhum formulário próprio: o time comercial já vivia no WhatsApp e no CRM, e o site respeita isso.





Mobile



Home, Hub e Mentoria no celular: mesmas animações, só transform e opacity, sem travar.
03 — Performance, SEO e GEO
Rápido para pessoas, legível para máquinas
Performance foi tratada como feature: imagens de 159 MB para 28 MB, 50 fotos convertidas para WebP, a textura de ruído de 2,2 MB para 60 KB, largura e altura em todas as imagens para zerar o salto de layout, e 55 das 57 ilhas da home deixando de hidratar no carregamento. Acessibilidade subiu de 84 para 100 no Lighthouse, com 100 também em SEO e boas práticas.
E como cada vez mais gente pergunta a uma IA qual plataforma usar, o site foi preparado para ser lido e citado por assistentes: robots.txt liberando GPTBot, ClaudeBot, PerplexityBot e Google-Extended, llms.txt e llms-full.txt gerados em runtime, versão .md de cada guia, IndexNow para o Bing e dados estruturados em todas as páginas. Em 30 dias, o OAI-SearchBot passou 938 vezes e o ClaudeBot, 864. O canal "assistentes de IA" saiu de 2 para 20 sessões e a taxa de eventos-chave por sessão subiu de 0,68% para 1,22%.

04 — Conteúdo
Publicar sem depender de ninguém
O blog, os cases e os guias precisavam de um fluxo que o time de marketing tocasse sozinho. Testei três. Um fork do Sveltia CMS traduzido para pt-BR durou uma semana. Um CMS próprio em Astro SSR com Postgres, editor, biblioteca de mídia e deploy automático durou dois meses. O terceiro era o mais simples: conteúdo em markdown no repositório, publicado por pull request.
O mais simples venceu porque era o que o time realmente usava. Quando o ritmo real se mostrou um artigo por semana, escrito com ajuda de IA e revisado em PR, a camada de CMS virou custo sem retorno: banco, uploads, login, cota. Desliguei em setembro. Hoje são 19 artigos, 6 cases e 4 guias, cada guia com uma versão em markdown feita para as IAs.


05 — Resultado
A mesma empresa, enfim reconhecível
Em 63 dias, a Tutory saiu de um site de WordPress que falava de features para 14 páginas que contam a história do ecossistema do jeito que o time comercial sempre contou, com a marca nova em cada detalhe.
O site segue evoluindo em produção, 247 commits até outubro, com artigos novos, área do professor e ajustes de hero, sem nunca ter saído do ar.
Resultados
O que mudou para o negócio
- +Site novo no ar em 63 dias, 14 páginas, migrado do WordPress com 301
- +Lighthouse 100 em acessibilidade, SEO e boas práticas (acessibilidade vinha de 84)
- +Imagens 82% mais leves e 55 de 57 ilhas sem hidratar no carregamento
- +Pronto para IAs: robots, llms.txt, dados estruturados e IndexNow
- +Canal "assistentes de IA" de 2 para 20 sessões; eventos-chave por sessão de 0,68% para 1,22%
- +Conteúdo publicado pelo time por pull request, sem CMS para manter
Stack
Seu site ainda fala de features?
Eu construo o site que conta a história do jeito que o seu time conta: design, código, migração e SEO.